abre-me o corpo ao meio!

Abril 13, 2008

Quando estou a ler, como um obscuro eremita,

em noites de verão que aos mortos faz suar,

Vens até mim, depois rasgas o seio, aflita,

e imploras, “Homem! Reza a missa neste altar”

Morde-me o corpo, flor! Com teus espinhos de aço,

morde-me o olhar que chora e os lábios que cagassam ais…

Morde-me a fronte, os pés! Arranca-me um pedaço!

Queres auxilio? Pede ajuda aos generais.

Aguça a boca! Afia os dentes como espadas,

Zás bá! Na pedra amoladora do teu seio

e, após as fundas, cruéis e vermelhas dentadas,

chupa-me o sangue a arder, abre-me o corpo ao meio!

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