As raras luzes silvam furiosamente, pestanejam:
Janeiro 19, 2008
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Ela foge lá para dentro com o outro, ou beijam-se no banco do jardim, falam à lua invisível, amam, desmaiem, morrem, e o publico não entende nada: ri-se perdidamente, aplaude.
Ela volta e faz vénias muito rápidas, até tem lágrimas nos olhos, a sala vem abaixo de entusiasmo. E ele!
Ele tem vontade de chorar,
Só ele sente aquilo, aquela imensa melancolia, que o faz sofrer enquanto os outros se riem.
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- gosto de ser espectador, mas é forte a minha inveja pela experiência do actor numa boa peça. O mais que consigo fazer é tentar sê-lo na minha mente e o pequeno talento que tenho só me permite escrever -
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Janeiro 21, 2008 at 11:48 am
“pestanejam” é uma palavra tão bonita…
Janeiro 22, 2008 at 12:45 am
A foto é fantástica. Há qualquer coisa de mercado de carne, mas ao menos tempo subversivo por causa da frase no quadro.